29 de dezembro de 2008

Churrasquinho entre amigos

Parte 1



Parte 2


Parte 3

Última entevista do Sagan

Richard Dawkins

Haja saco



Essa Mallu já é chata. Imagina quando começar a menstruar.

Tudo bem que, perto do Jô, qualquer um parece menos chato.

22 de dezembro de 2008

As maravilhas do Natal

Presente de Natal é um saco: pra quem dá e pra quem recebe. Em mais um episódio de auto-flagelo, lá fui eu na peregrinação anual da classe média aos shoppings em busca de um "presentinho" de Natal, "só pra dar uma lembrancinha". Porra, se é só uma lembrancinha, liga pra pessoa e deseja feliz natal, oras. Se quer dar um presente útil, dê em dinheiro. O presenteado vai saber escolher muito melhor que você, acredite em mim. Ou você acha que aquele sorriso amarelo que eles dão são porque realmente gostaram do que você deu? Se nem você sabe comprar uma roupa que fica legal em você, por que seria fácil comprar uma merda qualquer que o outro iria "amar"? Mesmo assim, a falsidade na hora de receber os presentes é a mesma de sempre: "Amei!", "É a minha cara!", "Acredita que quase comprei exatamente essa blusinha pra mim semana passada?". Dê qualquer lixo de presente, de cores sortidas, em embalagens das mais bregas as mais cafonas, Boticário, Avon etc. Neguinho vai agradecer muito.

Aproveitando o tema, esse ano eu reparei numa coisa interessante que queria saber se sou só eu que notei isso. Milhões de pessoas compram os bons e velhos produtos do Boticário. Perfumes, cremes, sabonetes, etc. "Gostosinho", "cheirosinho", "cremosinho" e outros "inhos"... Isso todo mundo acha e até eu concordo. São produtos bem razoáveis, nada contra a marca. Aposto, inclusive, que alguém na sua família vai dar ou receber um. Esses caras sabem ganhar dinheiro. O engraçado é que niguém compra essas coisas pra si mesmo. Só dão de presente, pode reparar. Caráleo, se é tão bom assim, por que não compra pra vc mesmo? Se gostam tanto assim, por que só dão pros outros? Vai entender.

Já os produtos da Avon usam outra lógica. Sejamos honestos: neguinho só compra Avon pra ajudar o amigo que perdeu o emprego e tá precisando de um faz-me-rir. Ou a prima que precisa "complementar a renda". Até aí, beleza, nada de errado. Tem que se virar mesmo, é a vida, tal e coisa... Mas ninguém me convence de que compra Avon porque gosta. Compra mesmo é pra agradar o outro. É a mesma lógica de comprar Mentex no semáforo: tem só a função social. Ou vai me dizer que Mentex é gostoso?

Humor negro

Um velório é a chance que temos de colocarmos em prática todas aquelas piadas de humor negro e gosto duvidoso. Rir da morte ainda é o melhor remédio pra agüentarmos o tranco de uma perda.

Depois de muitos anos que não ia em um velório, fui com meus pais pela morte de um primo da minha avó. No caminho, ainda no carro, participei dessa conversa:

Meu pai:
- Eu não queria ir, filho, acho tudo isso um pé no saco. Mas no fim sua mãe me convenceu que a gente tinha que vir.

Eu, curioso, perguntei:
- Porra, mãe... Que argumento vc usou?!?

Minha mãe:
- Mas é claro que tínhamos que ir, filho. A tia fulana (a viúva) sempre foi tão prestativa nessas situações, vamos dar uma força pra ela. Lembra quando morreu a Beltrana? Foi ela quem providenciou todo o velório e enterro. Quando morreu o Ciclano, pagou todas as flores que foi uma beleza. Já quando morreu a Vó Fulaninha, foi ela quem comprou o caixão e o escambau.... E hoje, ela que organizou todo o funeral do falecido. Admiro muito! Uma pessoa sempre disposta a ajudar nas horas difíceis. Acho que isso significa alguma coisa, não é, pai?

Meu pai:
- Sim, significa que ela podia abrir uma funerária.