Tá aí uma dica boa pra ouvir. Só artista de primeira. São 2 CDs com Andrew Bird, Antony, Arcade Fire, Beach House, Beirut, Blonde Redhead, Bon Iver, The Books, Buck 65, David Byrne, Cat Power & Dirty Delta Blues, The Decemberists, Aaron Dessner, Bryce Dessner, Devastations, Dirty Projectors, Kevin Drew, Feist, Ben Gibbard, Grizzly Bear, Iron & Wine, Jose Gonzalez, Sharon Jones & The Dap-Kings, Kronos Quartet, Stuart Murdoch, My Brightest Diamond, My Morning Jacket, The National, The New Pornographers, Conor Oberst, Riceboy Sleeps, Serengeti, Dave Sitek, Spoon, Sufjan Stevens, Gillian Welch, Yeasayer e Yo La Tengo.
Dark was the night - A red hot compilation
No site você encontra um widget e dá pra ouvir as faixas. Fica como essa caixa aí embaixo:
13 de março de 2009
3 de março de 2009
Uma linha no horizonte
Conheci o U2 lá por 1988, ouvindo um vinilzinho que veio na finada revista Bizz. A porrinha tinha uma música só. Era "I still haven't found what I'm looking for", do álbum Joshua Tree (o melhor deles, por sinal). Essa era a versão ao vivo, gravada durante a turnê deles em 87/88 e acho que era aquela que foi pro álbum Rattle&Hum em 1989. "Vinilzinho" pq ele era pequeno mesmo e flexível igual uma borracha, sei lá. Podia dobrar que não quebrava. O fato é que eu ouvi tanto, mas tanto, que, mesmo do alto dos meus 11 anos de idade, até aprendi a letra da música, sem saber nada de inglês até então. Talvez tivesse ouvido "Sunday bloody Sunday", "Gloria" ou "I will follow" antes dessa época, mas nunca associei a banda com essas músicas, sei lá. Naquela época, (já) tocavam tanto lixo nas rádios que tive sorte da minha memória musical não ser tão apurada assim. E, convenhamos, colocando as coisas dentro do seu devido contexto histórico: eu tinha um disco dos Menudos. Pior, eu FUI ao show dos Menudos. O U2 foi a primeira banda que me fez ver que existia algo bom, além das FMs.
Em 1990, compramos o primeiro CD player pra casa. Na época, era o ó do borogodó. Dava até medo de mexer. Além do aparelho ser caro e sofisticado (pra época, veja bem), qqer cd custava muito caro, sem contar que só haviam uns poucos títulos disponíveis. Velhos tempos da pré-história da música digital.
Não bastava ter o CD player e não ter CD pra ouvir. Aí lembro que meu irmão mais velho, que já conhecia alguma coisa de música, sugeriu que meu pai comprasse o Joshua Tree. Assim foi, nosso primeiro CD, ever. Daí pra ficar viciado em U2 foi fácil. Coisas como o repeat, não ter problema de sujar a agulha, não ter problema de "pular" e o som cristalino, tornavam a alienação musical muito mais fácil do que com os toca-discos.
Com o passar dos anos e o lançamento de álbuns como o Achtung Baby e Zooropa, só fiquei mais e mais fã da banda. O que podia ser a alienação total e irrestrita se tornou, na verdade, a fonte de novas bandas, estilos e épocas. Todas as outras bandas que tinham, de alguma forma, influenciado a sonoridade do U2, foram as que eu comecei a ouvir. Aí posso incluir Rolling Stones, Bob Dylan, Elvis, Lou Reed, Ramones, The Who, Brian Eno, David Bowie, Talking Heads e Joy Division, entre outras. E cada uma dessas me fez procurar outras e outras, em ramificações muito interessantes, que aprendi a seguir desde então. Mais ainda agora, nos tempos de internet, onde dá pra se descobrir milhões de bandas interessantes que se conectam de alguma forma e que, principalmente, fazem bem aos teus ouvidos.
Voltando ao U2, os álbuns seguintes tiveram altos de baixos, como o Pop (excelente) e os criticados "All that you can't leave behind" e "How to dismatle an atomic bomb", dois medianos. A superexposição do U2 e, em especial, da figura do Bono, como messias do terceiro mundo desgastou um pouco o interesse que eu tinha pela banda. E eu tinha MUITO interesse em tudo que eles faziam. Singles, participações com outros artistas, shows, bootlegs... O que eu encontrava sobre a banda entrava pra minha playlist. Mas chega uma hora que satura. Cansa. Vira vala comum. Me afastei do U2 e segui ouvindo mais coisas novas nos últimos anos, quase que esquecendo de vez a obra deles, ao menos por um tempo.

Aí aconteceu. Sem que eu tivesse a menor expectativa de como seria o novo álbum, "No line on the horizon", tive uma grata surpresa ao ouví-lo. Músicas fodas, no melhor estilo U2, principalmente pela participação do Brian Eno e Daniel Lanois, os mesmos que fizeram do U2 o que o U2 é hoje. Os mesmos que produziram o "Unforgettable Fire", "Joshua Tree" e "Achtung Baby". Até o novo do Coldplay, que eu acho o melhor de quatro álbuns lançados por eles, foi o Brian Eno que produziu. Resumindo, onde tem Brian Eno, tem música boa.
Compre o álbum novo, sem pestanejar. As faixas que serão lembradas por um bom tempo são "Unknown caller", "Moment of surrender", "I'll go crazy if I don't go crazy tonight" e a própria "No line on the horizon".
Sou suspeito pra falar da banda mas vejo um linha no horizonte pra eles sim. A capacidade que eles tem pra fazer música boa, mesmo que de tempos em tempos, não é de se desprezar. Eles não são a banda que são à toa.
Ou talvez seja só eu que sou alienado.
Em 1990, compramos o primeiro CD player pra casa. Na época, era o ó do borogodó. Dava até medo de mexer. Além do aparelho ser caro e sofisticado (pra época, veja bem), qqer cd custava muito caro, sem contar que só haviam uns poucos títulos disponíveis. Velhos tempos da pré-história da música digital.
Não bastava ter o CD player e não ter CD pra ouvir. Aí lembro que meu irmão mais velho, que já conhecia alguma coisa de música, sugeriu que meu pai comprasse o Joshua Tree. Assim foi, nosso primeiro CD, ever. Daí pra ficar viciado em U2 foi fácil. Coisas como o repeat, não ter problema de sujar a agulha, não ter problema de "pular" e o som cristalino, tornavam a alienação musical muito mais fácil do que com os toca-discos.
Com o passar dos anos e o lançamento de álbuns como o Achtung Baby e Zooropa, só fiquei mais e mais fã da banda. O que podia ser a alienação total e irrestrita se tornou, na verdade, a fonte de novas bandas, estilos e épocas. Todas as outras bandas que tinham, de alguma forma, influenciado a sonoridade do U2, foram as que eu comecei a ouvir. Aí posso incluir Rolling Stones, Bob Dylan, Elvis, Lou Reed, Ramones, The Who, Brian Eno, David Bowie, Talking Heads e Joy Division, entre outras. E cada uma dessas me fez procurar outras e outras, em ramificações muito interessantes, que aprendi a seguir desde então. Mais ainda agora, nos tempos de internet, onde dá pra se descobrir milhões de bandas interessantes que se conectam de alguma forma e que, principalmente, fazem bem aos teus ouvidos.
Voltando ao U2, os álbuns seguintes tiveram altos de baixos, como o Pop (excelente) e os criticados "All that you can't leave behind" e "How to dismatle an atomic bomb", dois medianos. A superexposição do U2 e, em especial, da figura do Bono, como messias do terceiro mundo desgastou um pouco o interesse que eu tinha pela banda. E eu tinha MUITO interesse em tudo que eles faziam. Singles, participações com outros artistas, shows, bootlegs... O que eu encontrava sobre a banda entrava pra minha playlist. Mas chega uma hora que satura. Cansa. Vira vala comum. Me afastei do U2 e segui ouvindo mais coisas novas nos últimos anos, quase que esquecendo de vez a obra deles, ao menos por um tempo.

Aí aconteceu. Sem que eu tivesse a menor expectativa de como seria o novo álbum, "No line on the horizon", tive uma grata surpresa ao ouví-lo. Músicas fodas, no melhor estilo U2, principalmente pela participação do Brian Eno e Daniel Lanois, os mesmos que fizeram do U2 o que o U2 é hoje. Os mesmos que produziram o "Unforgettable Fire", "Joshua Tree" e "Achtung Baby". Até o novo do Coldplay, que eu acho o melhor de quatro álbuns lançados por eles, foi o Brian Eno que produziu. Resumindo, onde tem Brian Eno, tem música boa.
Compre o álbum novo, sem pestanejar. As faixas que serão lembradas por um bom tempo são "Unknown caller", "Moment of surrender", "I'll go crazy if I don't go crazy tonight" e a própria "No line on the horizon".
Sou suspeito pra falar da banda mas vejo um linha no horizonte pra eles sim. A capacidade que eles tem pra fazer música boa, mesmo que de tempos em tempos, não é de se desprezar. Eles não são a banda que são à toa.
Ou talvez seja só eu que sou alienado.
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